As obras de expansão da Linha 4-Amarela do Metrô atingiram uma nova fase com o progresso das escavações para a futura Estação Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Iniciados em março deste ano, os trabalhos no canteiro de obras concentram-se na abertura das estruturas subterrâneas da nova parada, que promete ser um marco na mobilidade ao se tornar uma das primeiras estações metroviárias construídas fora dos limites da capital paulista.
O empreendimento é conduzido pela concessionária ViaQuatro, em parceria com o Consórcio Expresso Linha 4 (composto pelas construtoras EGTC e Teixeira Duarte). O projeto engloba um trecho de 3,3 quilômetros de túneis, R$ 4 bilhões em investimentos estimados e a adição de duas paradas à malha: Chácara do Jockey e a própria Estação Taboão da Serra. Conforme estimativas da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a etapa de escavação deve ser concluída em 2028, antecedendo a inauguração oficial prevista para 2030.
Para erguer a nova estação, o projeto prevê a perfuração de cinco poços secantes. Essas aberturas verticais servem como via de acesso para trabalhadores e maquinários pesados, além de funcionarem como ponto de escoamento para o solo retirado. Ao término do processo construtivo, os próprios poços passarão a integrar a arquitetura definitiva do local.
As escavações ocorrem com o suporte de retroescavadeiras e guindastes de içamento, operando em ciclos de rebaixamento de um metro de profundidade. As caçambas sobem ao nível da rua para que caminhões façam o transporte do solo extraído. Quando alcançarem a cota máxima, as estruturas atingirão aproximadamente 35 metros de profundidade. Para garantir a contenção das paredes e a estabilidade do solo ao redor, são aplicadas camadas de concreto projetado sobre telas metálicas, formando o revestimento estrutural primário e secundário.
Durante toda a intervenção, a concessionária mantém um sistema contínuo de monitoramento geotécnico. O controle é feito por meio de bombas para rebaixamento do lençol freático, inclinômetros e marcos de acompanhamento superficial, visando assegurar a integridade dos trabalhadores, das vias públicas e do entorno residencial e comercial.
Expansão metropolitana
A chegada dos trilhos a Taboão da Serra reflete um plano mais amplo de descentralização do transporte sobre trilhos em São Paulo. Em março, a Cetesb liberou a licença ambiental para as obras da futura Estação Dutra, em Guarulhos, integrante da Linha 2-Verde. A nova unidade em Guarulhos tem previsão de entrega para 2032 e deverá atender cerca de 90 mil passageiros por dia, dividida em fases que se conectarão também à futura Linha 19-Celeste.
Na zona oeste, os impactos da ampliação da Linha 4-Amarela prometem transformar a rotina do passageiro local. Estima-se que o percurso entre o centro de Taboão da Serra e a Estação Luz seja reduzido para aproximadamente 30 minutos. Além do ganho de tempo, a concessionária prevê a incorporação de 50 mil novos passageiros diariamente à rede e uma redução potencial de até 33 mil veículos circulando nas ruas da região metropolitana.










