
Vai viajar com o gato? Saiba o que é mito e verdade
Os gatos estão cada vez mais presentes nos lares brasileiros e, junto com esse crescimento, aumenta também o número de tutores que desejam incluí-los nas viagens.
Seja em férias, mudanças de cidade ou até deslocamentos internacionais, o transporte aéreo de felinos desperta dúvidas e ainda é cercado por informações equivocadas.
Dados do Instituto Pet Brasil (IPB) mostram que a população de gatos no país cresceu 5,4% em 2025, passando de 29,2 milhões para 30,8 milhões de animais.
O aumento foi superior ao registrado entre outras espécies de estimação e acompanha a preferência por pets que se adaptam melhor à rotina urbana e a espaços menores.
Apesar da procura por viagens com felinos, o embarque exige organização prévia. Além de verificar as regras da companhia aérea, o tutor deve providenciar a documentação exigida, manter a vacinação em dia e consultar um veterinário antes da viagem.
O que é verdade sobre viajar de avião com gatos?
Uma das principais dúvidas é se os gatos podem viajar na cabine da aeronave. A resposta é: depende. Cada companhia aérea estabelece limites de peso, considerando o animal e a caixa de transporte.
Quando esse limite é ultrapassado, o transporte pode ocorrer no compartimento destinado aos pets, desde que o serviço seja oferecido.
Outro ponto importante é a adaptação à caixa de transporte. Especialistas recomendam que o processo comece dias ou semanas antes do voo, deixando o acessório disponível em casa com mantas, brinquedos e petiscos para que o gato associe o espaço a uma experiência positiva.
Também é importante fazer a reserva com antecedência, já que muitas empresas limitam a quantidade de animais por voo.
Mitos podem colocar o animal em risco
Entre as informações incorretas mais comuns está a ideia de que gatos não podem viajar de avião. Na prática, o transporte é permitido em voos nacionais e internacionais, desde que sejam cumpridas as exigências sanitárias e as regras da companhia aérea, que variam conforme o destino.
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Outro mito é o uso de sedativos para deixar o animal mais calmo durante o voo. Segundo especialistas, a prática não deve ser adotada sem orientação veterinária, pois esses medicamentos podem alterar a pressão arterial, a respiração e o equilíbrio do gato, aumentando os riscos durante a viagem.
O jejum prolongado também não é uma recomendação geral. O tempo ideal deve ser definido pelo veterinário, levando em consideração fatores como idade, estado de saúde e duração do deslocamento.
Em muitos casos, a orientação é oferecer uma refeição leve algumas horas antes do embarque e garantir que o animal esteja hidratado.
“‘Quando a viagem é planejada com antecedência e todas as recomendações são seguidas, os gatos podem viajar de forma segura e confortável. O mais importante é que os tutores busquem informações confiáveis, conheçam as exigências das companhias aéreas e respeitem o tempo e as necessidades do animal'”, afirma Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo.







