O Senado corre contra o tempo para votar uma medida provisória que libera um subsídio ao gás de cozinha. A MP 1.351/2026 destina R$ 330 milhões em subvenção econômica para empresas que importam gás liquefeito de petróleo (GLP) e precisa ser aprovada até 25 de agosto, sob risco de perder a validade caso o prazo se esgote.
O gás de cozinha é um item essencial no orçamento das famílias, e o subsídio ao gás busca conter os custos da importação, que pressionam o preço final pago pelo consumidor. Por isso, a medida é considerada prioritária, mesmo em um período de agenda enxuta no Congresso.
Pautas travadas no Senado
A MP do gás está entre as matérias que se acumularam à espera de votação no retorno do recesso parlamentar. Com o calendário eleitoral em andamento, os presidentes da Câmara e do Senado combinaram concentrar os trabalhos em semanas de esforço concentrado para tentar destravar as votações mais urgentes.
Além do subsídio ao gás, o Senado tem na fila um projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos, já aprovado pela Câmara dos Deputados. O tema ganhou peso diante da corrida global por esses recursos, usados em baterias, eletrônicos e tecnologias de energia limpa.
O acúmulo de medidas provisórias com prazo apertado é comum em anos eleitorais, quando parte dos parlamentares se dedica à campanha e as sessões no plenário ficam mais raras. O risco é que pautas importantes caduquem por falta de votação dentro do prazo.
Se não for votada até a data-limite, a medida perde efeito, e o subsídio ao gás previsto para as importadoras deixa de valer, o que pode ter reflexos sobre o abastecimento e o preço do produto no mercado interno.










