
Adotar um pet: dicas essenciais para a alimentação correta
Com o aumento das viagens durante o período de férias, muitos tutores optam por levar cães e gatos para acompanhar a família. No entanto, uma mudança aparentemente simples pode transformar o passeio em um problema: alterar a alimentação dos animais sem planejamento.
Segundo a veterinária Mayara Andrade, da GranPlus (MBRF Pet), mudanças bruscas na dieta estão entre os principais motivos para o surgimento de vômitos, diarreia, perda de apetite e outros desconfortos gastrointestinais durante os deslocamentos.
O cenário se torna ainda mais delicado quando o pet recebe petiscos em excesso ou alimentos destinados ao consumo humano.
“Viajar já representa uma mudança importante na rotina do animal. Ele passa a conviver com ambientes desconhecidos, novos estímulos, deslocamentos e, muitas vezes, longos períodos dentro do carro ou de caixas de transporte. Quando a alimentação também sofre alterações, o organismo tende a sentir esse impacto, podendo resultar em sintomas gastrointestinais importantes”, explica a veterinária.
A orientação também segue as recomendações do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), que reforça a importância de manter a dieta habitual dos animais para reduzir o risco de problemas digestivos.
Planejamento evita imprevistos
Antes de colocar o pé na estrada, a recomendação é calcular a quantidade de ração necessária para todo o período da viagem e levar uma reserva para possíveis atrasos ou mudanças de roteiro.
Separar as porções de cada dia também ajuda a evitar exageros, já que muitos tutores acabam oferecendo mais petiscos como forma de agradar o animal durante o passeio.
Caso a troca de alimento seja inevitável, a adaptação deve ocorrer de maneira gradual. A veterinária explica que a transição precisa ser feita ao longo de pelo menos uma semana, permitindo que o sistema digestivo se acostume ao novo alimento.
Outro ponto importante é o horário da refeição antes da saída. Alimentar o pet imediatamente antes de longos trajetos pode favorecer enjoos, especialmente em animais mais sensíveis.
“Uma refeição mais leve algumas horas antes da saída costuma ser o indicado. Isso diminui a chance de enjoos e desconforto durante o trajeto. Para pets que costumam enjoar, além da medicação para enjoo, também é recomendado evitar oferecer grandes quantidades de alimento enquanto o veículo está em movimento”, orienta.
Água e segurança durante o trajeto
Mesmo no inverno, a hidratação não deve ser deixada de lado. A especialista recomenda realizar paradas periódicas em viagens de carro para oferecer água fresca e permitir que o animal caminhe em um local seguro.
“Nas viagens de carro, o ideal é fazer paradas periódicas para oferecer água fresca e permitir que o animal caminhe um pouco, sempre em local seguro. Os alimentos úmidos, como sachês, por exemplo, podem ser aliados, principalmente para os gatos e cães de porte mini e pequeno, que naturalmente apresentam menor consumo de água”, explica.
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A veterinária também faz um alerta sobre o hábito de dividir refeições com os animais durante os passeios. Carnes muito temperadas, embutidos, frituras, chocolates, uvas, cebola, alho e produtos que contêm xilitol podem causar desde alterações digestivas até intoxicações graves.
“O organismo dos cães e dos gatos tem necessidades nutricionais diferentes das nossas. Mesmo durante uma viagem, eles precisam continuar recebendo uma alimentação completa e balanceada. Evitar alimentos inadequados é uma forma simples de prevenir problemas que podem comprometer toda a experiência da família”, afirma Mayara.
Além da alimentação, o transporte adequado também contribui para o conforto e a segurança dos pets. O uso de caixas de transporte, cadeirinhas ou cintos específicos é o mais indicado, enquanto objetos familiares, como mantas, camas e brinquedos, ajudam a reduzir o estresse causado pelo ambiente diferente.
Antes da viagem, ainda é importante verificar se vacinas, vermifugação e controle de parasitas estão em dia, além de levar a carteira de vacinação e o contato do médico-veterinário.
“Os pets gostam da companhia da família, mas continuam precisando de previsibilidade. Quando conseguimos manter a rotina alimentar, oferecer uma nutrição de qualidade e planejar o transporte, diminuímos muito as chances de problemas durante a viagem. Assim, as férias ficam mais tranquilas para todos”, conclui a veterinária.










