Um açougue de Indaiatuba, no interior de São Paulo, tornou-se alvo de uma investigação da Polícia Civil após agentes encontrarem 350 quilos de carnes em condições impróprias para consumo no estabelecimento. O gerente e o subgerente foram presos na sexta-feira (11), suspeitos de participar da comercialização dos produtos.
Segundo a Polícia Civil, os dois também utilizavam o estabelecimento para moer coração suíno e comercializá-lo como carne moída e hambúrguer. A prática, de acordo com os investigadores, era realizada de forma irregular e fazia parte do esquema identificado no açougue.
Ainda conforme as autoridades, os suspeitos utilizavam um composto químico para modificar a aparência e o odor das carnes que estavam deterioradas antes de colocá-las à venda. A substância teria sido utilizada com o objetivo de fazer com que os produtos aparentassem estar em condições adequadas para o consumo.
A operação contou com a participação da Vigilância Sanitária e de equipes de perícia, que foram acionadas para analisar o local e os produtos encontrados. Os 350 quilos de carne foram apreendidos durante a ação policial.
O caso foi registrado como investigação relacionada a crimes contra a saúde pública, contra as relações de consumo e organização criminosa. A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), informou que os presos não tiveram direito à fiança em razão da gravidade e da natureza dos crimes investigados.
As circunstâncias da comercialização dos alimentos e a eventual participação de outras pessoas ainda deverão ser esclarecidas no decorrer da investigação. A prisão dos dois funcionários ocorre no âmbito do inquérito e não representa, por si só, uma condenação definitiva.
A investigação também deverá esclarecer a quantidade de produtos que teria sido efetivamente comercializada e por quanto tempo o estabelecimento teria funcionado com as práticas apontadas pelos investigadores.







